Capuchinhos

Chegada de Frei Francisco Freitas - publicado em junho de 2013
No mês de maio a nossa fraternidade sofreu alteração. Agradecemos ao período de entrega de frei Paulo Córdova que foi transferido para a fraternidade de Amaturá. Deus lhe abençoe em sua nova missão.
Assim, acolhemos como dom enviado por Deus o novo confrade que chega para a nossa vida em Belém do Solimões, frei Francisco Freitas. Natural do Ceará, já está na região amazônica desde o ano de 2006 e agora chega com bastante alegria e abertura para este novo horizonte que Deus abre para ele.
A comunidade indígena acolheu-o com muita alegria e ele já está aos poucos imergindo nesta vida riquíssima que o Alto Solimões oferece.
Apresentamos algumas fotos iniciais em Belém de frei Francisco Freitas:

Frei Francisco Freitas, guardião da fraternidade de Belém do Solimões

Caminhada para conhecimento de Belém


os Jovens se apresentando para o Frei Francisco

Frei Francisco escutando o dirigente da Igreja Católica de Belém, seu Antelmo

Momento com o Conselho Paroquial
* * *

A VIDA PASTORAL

A vida pastoral segue a singela do ritmo local com as possibilidades de catequese para crianças, jovens e adultos. Realizamos as celebrações litúrgicas, reza dos terços tanto na sede como nos bairros existentes.

As comunidades são assistidas conforme a possibilidade de gasolina (infelizmente!) e nestas idas convivemos, celebramos, jogamos bola, tomamos banho no igarapé e tudo aquilo que favorece a nossa união. Ah! O povo gosta muito de cantar e as crianças e jovens gostam muito do esporte.

UMA PEQUENA EXPERIÊNCIA

Aproveitando-se da cheia do rio Solimões, mesmo em meio as dificuldades por causa da pouca gasolina que a paróquia possui foi possível uma ação pastoral no Igarapé de Tünetü (Igarapé de Vendaval) e alcançar até a última comunidade do mesmo.

Frei Ricardo França que está à frente da Paróquia desde setembro de 2010, juntamente, com um grupo de jovens ticunas chamados “Filhos de Deus” da comunidade de Vendaval, embarcaram em uma canoa de 12 metros entrando no igarapé, passando por seus “furos” (pequenos caminhos possíveis entre as árvores na época da cheia) para visitarem as comunidades.

Subindo o Igarapé nos seus contornos chegamos a última e belíssima comunidade chamada Nova Esperança para uma visita. Lá o cacique mostrou as necessidades locais e a infra-estrutura da Igreja e, realmente, é necessário providenciar o mais breve possível a troca das palhas que formam o telhado por telhas de zinco. Marcou-se uma nova ida na segunda quinzena de julho para a Missa e os batizados.

Bem, como o rio está generoso pudemos experimentar a riqueza do pescado local na alimentação bastante farta, com peixes assados, farinha e a deliciosa bebida feita de açaí.

Nesta viagem bem longa, no retorno, aportamos na comunidade de Deregüne na qual as lideranças, isto é, o dirigente, o professor e o cacique pediram auxílio para a colocação de telha na humilde capelinha. Frei Ricardo se comprometeu a providenciar o zinco para o telhado, bem como a escolha do padroeiro local, que certamente será Santa Teresinha, por ser a padroeira das Missões.

Além das dificuldades inerentes à missão, como frio, chuva ou alimentação diferente, sentimos maior dor pelo desejo de visitar, de ir ao encontro das comunidades mais remotas e não poder pelo simples fato da insuficiência de gasolina, e frequentemente termos que controlar as idas às comunidades. Realmente, a gasolina não pode ser na missão o elemento central de controle para se Evangelizar ou não.

Por isso, queremos reafirmar para todos os organismos e benfeitores que os recursos que nos enviam, não somente são auxílios, como são de fato necessários para a manutenção da própria missão.


Um vídeo desta viagem:




IMAGENS DE VIDA

Decidimos incluir slides com imagens e pequenos textos que falam do cotidiano da nossa vida. Esperamos que gostem! Uma boa viagem!

1) A nossa chegada ocorreu no mês de setembro. E com frei Braghini, vice-provincial do Amazonas e Roraima, saímos para caminhar por Belém.
"A nossa vida de frades capuchinhos encontra seu sentido mais profundo e pleno quando é uma vida doada" (Levanta e Caminha, frei Mauro Jöhri):


2) Fui convidado para dar uma pequena caminhada de duas horas (!) e tirar palha que utiliza-se para cobrir a Casa da Moça Nova. Nem precisa dizer do cansaço que provoca na volta. A sorte é que os feixes deixamos para buscar num outro dia!
"Tudo é dom de Deus, inclusive tudo aquilo que me é dado viver e realizar" (Levanta e Caminha, frei Mauro Jöhri):



3) A Missa de Natal foi preparada com esmero pela equipe celebrativa.
"Sem esconder a própria identidade de cristão, o “Poverello” buscava em primeiro lugar encontrar o outro e ver nele o irmão" (A missão no coração da Ordem, frei Mauro Jöhri):



4) Realizamos o Encontro para Catequistas e Dirigentes de Belém e das comunidades em dezembro de 2010. Foi um momento de muita comunhão entre todos. Na verdade, acerca da organização serviu de base para um aprendizado que utilizamos muitas vezes em outros momentos da vida da paróquia.
"De tempos em tempos devemos nos fazer a pergunta: 'O que queremos viver? O que queremos levar às pessoas?'" (Levanta e Caminha, frei Mauro Jöhri):



5) A Festa da Moça Nova é um grande momento de expressão cultural da vida Ticuna. A participação plena nesta festa, faz-me entrar verdadeiramente no coração e na alma deste povo. É uma alegria participar!
"A vida é um dom e ela exige ser vista e apreciada em toda a sua riqueza" (Levanta e Caminha, frei Mauro Jöhri):



6) Estas fotos são de singelas experiências nas comunidades e igarapés.
"Poderemos agir de modo mais eficaz fazendo nosso um simples lema como este: “Empenhemo-nos em criar um mundo mais fraterno!”.(Levanta e Caminha, frei Mauro Jöhri):